Desde a crise de 1929, assim como em muitos países, o governo aumenta gradativamente sua participação na atividade econômica. É importante você atentar para o fato de que o crescimento econômico do Brasil se deu fortemente amparado no Estado. Ou seja, o Brasil se desenvolveu graças à presença forte do governo. Exemplos são as empresas estatais, como as distribuidoras de energia ou as companhias de água e esgoto.
Essa forte presença do Estado aumentou a necessidade de financiamentos. Para atender a essa necessidade, o governo tem três alternativas:
*os impostos;
*a criação de dinheiro;
*a emissão de dívida pública.
Os impostos são a alternativa natural para se financiar o déficit público. Porém, quando existe déficit, significa que os impostos são insuficientes para fazer frente aos gastos. Outra alternativa possível é a criação de dinheiro. O Banco Central, que é a instituição do governo responsável pela emissão de dinheiro, poderia recorrer a este procedimento e atender o governo. Mas isso não é tão simples, pois, como você verá na
unidade sobre inflação, isto tende a aumentar a inflação. Uma terceira possibilidade é emitir dívida pública. Neste caso, o Estado emite, ou seja, vende títulos de renda fixa, por exemplo. No entanto, tal fato tem o perverso efeito de deslocar a poupança das pessoas para o setor público.
Nenhum comentário:
Postar um comentário