Análise Macroeconômica
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Inflação
Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4,5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. Inflação "zero" não é o que se deseja, pois pode estar denunciando a ocorrência de uma estagnação da economia, momento em que a renda e, consequentemente, a demanda, estão muito baixas, significando alto desemprego e crise.
A palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços; alguns economistas (como os da Escola austríaca) preferem este significado, em vez de definir inflação pelo aumento de preços. Assim, por exemplo, alguns estudiosos da década de 1920 nos Estados Unidos referem-se ainflação, ainda que os preços não estivessem aumentando naquele período. Mas de um modo geral, a palavra inflação é usada como aumento de preços, a menos que um significado alternativo seja expressamente especificado. Outra distinção também se faz quando analisam-se os efeitos internos e externos da inflação: externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moedalocal frente a outras, e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e aumento dos preços.
Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos denários que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador Diocleciano, em vez de perceber essa causa, já que a ciência econômica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando em 301 o Edito Máximo, que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados.
A inflação pode ser contrastada com a reflação, que é ou um aumento de preços de um estado deflacionado, ou alternativamente, uma redução na taxa de deflação (ou seja, situações em que o nível geral de preços está caindo em uma taxa decrescente). Um termo relacionado é desinflação, que é uma redução na taxa de inflação, mas não o suficiente para causar deflação.
sábado, 12 de outubro de 2013
Os instrumentos do governo
Para alcançar seus objetivos e garantir uma melhor qualidade de vida para a população, o governo utiliza a política econômica. Esta é feita, normalmente, através de instrumentos de política fiscal e política monetária:
Política Fiscal: refere-se às decisões do governo sobre seus gastos e os impostos que arrecada;
Política Monetária: refere-se ao controle da quantidade de dinheiro que existe em uma economia.
Para sistematizar os seus estudos, esta unidade vai se concentrar somente na política fiscal, que, como você já acompanhou, lida com as receitas (impostos) e os gastos do governo.
Receita fiscal: A receita ou arrecadação fiscal do governo constitui-se dos seguintes itens:
Impostos diretos: incidem sobre as pessoas físicas e jurídicas, como o imposto de renda.
Impostos indiretos: incidem sobre transações com bens e serviços, como o ICMS ou o IPI.
Taxas.
Contribuições à previdência social: de empregados e empregadores.
E ai você sabe qual é a diferença entre imposto direto e subsídios?
Alguns impostos, apesar de incidirem sobre a produção, são pagos pelos consumidores, pois são adicionados ao preço fi nal do produto pelos fabricantes. Esse tipo de imposto, que é transferido do
produtor para o consumidor, é chamado de imposto direto. Por outro lado, o setor público muitas vezes tem interesse em que determinados produtos apresentem um preço mais baixo para o consumidor fi nal. Neste sentido, o governo pode conceder às empresas que produzem tais produtos os chamados subsídios, que são estímulos que visam diminuir o custo de produção de um bem ou de um serviço.
Política Fiscal: refere-se às decisões do governo sobre seus gastos e os impostos que arrecada;
Política Monetária: refere-se ao controle da quantidade de dinheiro que existe em uma economia.
Para sistematizar os seus estudos, esta unidade vai se concentrar somente na política fiscal, que, como você já acompanhou, lida com as receitas (impostos) e os gastos do governo.
Receita fiscal: A receita ou arrecadação fiscal do governo constitui-se dos seguintes itens:
Impostos diretos: incidem sobre as pessoas físicas e jurídicas, como o imposto de renda.
Impostos indiretos: incidem sobre transações com bens e serviços, como o ICMS ou o IPI.
Taxas.
Contribuições à previdência social: de empregados e empregadores.
E ai você sabe qual é a diferença entre imposto direto e subsídios?
Alguns impostos, apesar de incidirem sobre a produção, são pagos pelos consumidores, pois são adicionados ao preço fi nal do produto pelos fabricantes. Esse tipo de imposto, que é transferido do
produtor para o consumidor, é chamado de imposto direto. Por outro lado, o setor público muitas vezes tem interesse em que determinados produtos apresentem um preço mais baixo para o consumidor fi nal. Neste sentido, o governo pode conceder às empresas que produzem tais produtos os chamados subsídios, que são estímulos que visam diminuir o custo de produção de um bem ou de um serviço.
Gastos do Governo
Nas contas nacionais, há três tipos de gastos:
Gastos dos ministérios e autarquias: neste caso, as receitas provêm de dotação orçamentária. Como
os serviços do governo (justiça, educação, segurança pública e defesa do país, etc.) não são transacionados no mercado, o produto gerado pelo governo é medido por suas despesas correntes ou de custeio (salários, compras de materiais para a manutenção da máquina do governo) e despesas de capital (construção de estradas, prisões, usinas, etc.).
Gastos das empresas públicas e sociedades de economia mista: suas receitas são provenientes da venda de bens e serviços no mercado. Assim, elas são consideradas nas contas nacionais como ertencentes ao setor produtivo, tais como as empresa privadas.
Gastos com transferências e subsídios: transferências são doações, pensões. E, subsídios são estímulos que visam reduzir os custos e incentivar um determinado setor da economia. Ambos não são computados como parte da renda nacional.
Gastos dos ministérios e autarquias: neste caso, as receitas provêm de dotação orçamentária. Como
os serviços do governo (justiça, educação, segurança pública e defesa do país, etc.) não são transacionados no mercado, o produto gerado pelo governo é medido por suas despesas correntes ou de custeio (salários, compras de materiais para a manutenção da máquina do governo) e despesas de capital (construção de estradas, prisões, usinas, etc.).
Gastos das empresas públicas e sociedades de economia mista: suas receitas são provenientes da venda de bens e serviços no mercado. Assim, elas são consideradas nas contas nacionais como ertencentes ao setor produtivo, tais como as empresa privadas.
Gastos com transferências e subsídios: transferências são doações, pensões. E, subsídios são estímulos que visam reduzir os custos e incentivar um determinado setor da economia. Ambos não são computados como parte da renda nacional.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
O déficit e seu fi nanciamento
Desde a crise de 1929, assim como em muitos países, o governo aumenta gradativamente sua participação na atividade econômica. É importante você atentar para o fato de que o crescimento econômico do Brasil se deu fortemente amparado no Estado. Ou seja, o Brasil se desenvolveu graças à presença forte do governo. Exemplos são as empresas estatais, como as distribuidoras de energia ou as companhias de água e esgoto.
Essa forte presença do Estado aumentou a necessidade de financiamentos. Para atender a essa necessidade, o governo tem três alternativas:
*os impostos;
*a criação de dinheiro;
*a emissão de dívida pública.
Os impostos são a alternativa natural para se financiar o déficit público. Porém, quando existe déficit, significa que os impostos são insuficientes para fazer frente aos gastos. Outra alternativa possível é a criação de dinheiro. O Banco Central, que é a instituição do governo responsável pela emissão de dinheiro, poderia recorrer a este procedimento e atender o governo. Mas isso não é tão simples, pois, como você verá na
unidade sobre inflação, isto tende a aumentar a inflação. Uma terceira possibilidade é emitir dívida pública. Neste caso, o Estado emite, ou seja, vende títulos de renda fixa, por exemplo. No entanto, tal fato tem o perverso efeito de deslocar a poupança das pessoas para o setor público.
Essa forte presença do Estado aumentou a necessidade de financiamentos. Para atender a essa necessidade, o governo tem três alternativas:
*os impostos;
*a criação de dinheiro;
*a emissão de dívida pública.
Os impostos são a alternativa natural para se financiar o déficit público. Porém, quando existe déficit, significa que os impostos são insuficientes para fazer frente aos gastos. Outra alternativa possível é a criação de dinheiro. O Banco Central, que é a instituição do governo responsável pela emissão de dinheiro, poderia recorrer a este procedimento e atender o governo. Mas isso não é tão simples, pois, como você verá na
unidade sobre inflação, isto tende a aumentar a inflação. Uma terceira possibilidade é emitir dívida pública. Neste caso, o Estado emite, ou seja, vende títulos de renda fixa, por exemplo. No entanto, tal fato tem o perverso efeito de deslocar a poupança das pessoas para o setor público.
O orçamento do governo
O orçamento do governo é uma descrição do plano de gastos e de como ele financiará esses gastos. O orçamento do Governo é o resultado das Receitas Públicas menos os Gastos Públicos, conforme a seguinte fórmula.
ORÇAMENTO DO GOVERNO = RECEITAS PÚBLICAS – GASTOS PÚBLICOS
Acompanhe as seguintes relações fundamentais do orçamento do governo:
Se as RECEITAS do governo forem maiores que seus GASTOS, haverá um SUPERÁVIT orçamentário.
Por outro lado, se os GASTOS do governo forem maiores do que a ARRECADAÇÃO (situação comum nos diversos níveis de governo no Brasil) haverá um DÉFICIT orçamentário.
E o orçamento estará em EQUILÍBRIO quando a RECEITA pública for igual aos GASTOS públicos.
Assim, as medidas expansionistas (aumento dos gastos do governo ou redução dos impostos) podem criar déficit no orçamento, enquanto as medidas restritivas terão o efeito contrário.
Excluindo-se os juros da dívida pública, interna e externa, como mostram Vasconcellos e Garcia (2004), tem-se o conceito de superávit (ou déficit) primário ou fiscal. Quando são incluídos os juros nominais sobre a dívida, tem-se o conceito de superávit (ou déficit) total ou nominal. Se forem considerados apenas os
juros reais (excluindo-se a taxa de inflação e a variação cambial), tem-se o conceito de superávit (ou déficit) operacional. Nos acordos do Brasil com o Fundo Monetário Internacional(FMI), o conceito relevante é o fiscal ou primário.Para o FMI, um país que apresenta superávit primário, mesmo que apresente déficit nominal ou total, está com suas contas relativamente equilibradas e mostra condições de honrar seus compromissos futuros, apresentando mais credibilidade para negociar sua dívida externa, com juros menores e prazos maiores.
ORÇAMENTO DO GOVERNO = RECEITAS PÚBLICAS – GASTOS PÚBLICOS
Acompanhe as seguintes relações fundamentais do orçamento do governo:
Se as RECEITAS do governo forem maiores que seus GASTOS, haverá um SUPERÁVIT orçamentário.
Por outro lado, se os GASTOS do governo forem maiores do que a ARRECADAÇÃO (situação comum nos diversos níveis de governo no Brasil) haverá um DÉFICIT orçamentário.
E o orçamento estará em EQUILÍBRIO quando a RECEITA pública for igual aos GASTOS públicos.
Assim, as medidas expansionistas (aumento dos gastos do governo ou redução dos impostos) podem criar déficit no orçamento, enquanto as medidas restritivas terão o efeito contrário.
Excluindo-se os juros da dívida pública, interna e externa, como mostram Vasconcellos e Garcia (2004), tem-se o conceito de superávit (ou déficit) primário ou fiscal. Quando são incluídos os juros nominais sobre a dívida, tem-se o conceito de superávit (ou déficit) total ou nominal. Se forem considerados apenas os
juros reais (excluindo-se a taxa de inflação e a variação cambial), tem-se o conceito de superávit (ou déficit) operacional. Nos acordos do Brasil com o Fundo Monetário Internacional(FMI), o conceito relevante é o fiscal ou primário.Para o FMI, um país que apresenta superávit primário, mesmo que apresente déficit nominal ou total, está com suas contas relativamente equilibradas e mostra condições de honrar seus compromissos futuros, apresentando mais credibilidade para negociar sua dívida externa, com juros menores e prazos maiores.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Investimentos
Você sabe o que é investimento? Investimento é o acréscimo em estoque de capital que leva ao acréscimo da capacidade produtiva (construções, instalações, máquinas, etc.)(VASCONCELLOS; GARCIA, 2004). Ou seja, investiment oé a aplicação de recursos em empresas (novas empresas ou
ampliação das empresas já existentes).
Tais investimentos devem, ao final de um período, gerar lucro para o empresário.Conforme o Dicionário de Economia (SANDRONI, 1992), investimento é a aplicação de capital em meios que levam ao aumento da capacidade produtiva, ou do produto.Para investir, as empresas precisam de capital. Este capital está
disponível para elas nos bancos. Mas o capital ou dinheiro que está nos bancos pertence às pessoas e famílias que guardam seu dinheiro. E é justamente esse dinheiro que os bancos emprestam às empresas.
OBS: Investimentos são compras de bens de Capital, que são bens utilizados na fabricação de outros bens,
mas que não se desgastam totalmente no processo produtivo. É o caso de máquinas, equipamentos e
instalações. Este conceito também pode ser aplicado, por exemplo, a um carro de passeio, quando este é
utilizado por um taxista. Ou seja, um bem pode ser um bem de consumo, se for para consumo próprio, ou
bem de capital, caso seja utilizado para gerar renda para seu proprietário.
ampliação das empresas já existentes).
Tais investimentos devem, ao final de um período, gerar lucro para o empresário.Conforme o Dicionário de Economia (SANDRONI, 1992), investimento é a aplicação de capital em meios que levam ao aumento da capacidade produtiva, ou do produto.Para investir, as empresas precisam de capital. Este capital está
disponível para elas nos bancos. Mas o capital ou dinheiro que está nos bancos pertence às pessoas e famílias que guardam seu dinheiro. E é justamente esse dinheiro que os bancos emprestam às empresas.
OBS: Investimentos são compras de bens de Capital, que são bens utilizados na fabricação de outros bens,
mas que não se desgastam totalmente no processo produtivo. É o caso de máquinas, equipamentos e
instalações. Este conceito também pode ser aplicado, por exemplo, a um carro de passeio, quando este é
utilizado por um taxista. Ou seja, um bem pode ser um bem de consumo, se for para consumo próprio, ou
bem de capital, caso seja utilizado para gerar renda para seu proprietário.
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