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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O que se faz com a poupança?

              Para poder responder a essa pergunta adequadamente, é necessário antes acompanhar algumas considerações sobre o lado real do sistema econômico. Até agora foi apresentado o fl uxo monetário do sistema econômico, o lado da renda. Lembre, ainda, que o fl uxo real, ou lado real da economia, corresponde aos bens e serviços, produzidos em determinado período de tempo.  Você já aprendeu também que o lado real é igual ao lado monetário, ou seja, a renda é igual ao produto. Essa igualdade
indica que o total dos bens e serviços produzidos em um período de tempo era vendido para que a receita das vendas remunerasse os fatores de produção. Já se pode, portanto, concluir que a renda
disponível é o principal determinante do consumo.

          Uma parte do produto, isto é, dos bens e serviços produzidos, não será vendida, havendo uma variação, num determinado período de tempo, nos estoques do sistema econômico. Como o estoque de uma economia é formado pelos bens que não foram vendidos, no período de tempo em que foram produzidos, mais o estoque no início do período, você pode considerar que a variação de estoques em um período de tempo é igual à poupança no mesmo período. Do ponto de vista real do sistema econômico, a formação de estoque significa investimento.

A importância de saber poupar!

             Poupar é uma arte. E, já está provado, traz significativos resultados para os poupadores em longo
prazo. E é justamente quando falamos de tempo que está o problema da poupança.
Nos manuais de economia, poupança é definida como sendo o consumo futuro. Ou seja, uma compra
que adiamos hoje com o intuito de comprar algo no futuro. Como comprar ou consumir dá prazer a muitas
pessoas, é difícil adiar o prazer de hoje pensando num prazer futuro. É preciso deixar claro que quando
falo em poupança não me refiro especificamente às cadernetas de poupança, mas a toda e qualquer
forma de economizar dinheiro, seja aplicando em ações, títulos do governo, fundos de renda fi xa, dentre
outros.
          Mas, não fosse a arte de poupar e a mágica dos juros compostos, jamais poderíamos comprar produtos que à vista não temos condições. Uma pequena parcela poupada a cada mês pode, ao fi nal de um
grande período, render bons frutos para quem for disciplinado.
E não é simples pensarmos em um período longo de tempo porque sempre há aquela pessoa que
diz: “Aproveite a vida! Por que fazer amanhã o que pode fazer hoje?”. E é realmente uma arte resistir às
tentações consumistas do mundo moderno.Os americanos são conhecidos como grandes gastadores, e nós brasileiros não ficamos atrás. No entanto, é preciso lembrar que lá a taxa de juros bem reduzida é um convite ao consumo, enquanto aqui juros elevados clamam pelo aumento das taxas de poupança.
Portanto, poupar exige disciplina e um objetivo futuro. Sem um objetivo, seja ele um carro, uma
viagem, um apartamento, dificilmente poupamos.
Mas vale a pena.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Poupança

Conforme você aprendeu, as pessoas podem com a sua renda consumir bens não duráveis, serviços e bens duráveis. Mas as pessoas também podem consumir todos os produtos que acharem necessários durante o mês, e ainda pode restar uma parte da renda. Essa parte da renda que não é consumida chama-se
poupança. Esta relação entre renda, consumo e poupança pode ser representada do seguinte modo:
Sendo a Renda = Consumo + Poupança, então

                               Poupança = Renda - Consumo

Esta identidade também pode ser expressa da seguinte forma:
                               S = Y −C
Onde:
S = poupança (Saving em inglês);
Y = renda (Yield em inglês);
C = consumo (consumption em inglês).

Desta forma, há apenas duas coisas que as pessoas podem fazer com suas rendas: Consumir ou poupar. Em outras palavras, signifi ca dizer que a renda é composta pelo consumo e pela poupança.
A poupança também é diretamente relacionada à renda disponível. Defi ne-se também a propensão marginal a poupar (PMgS) como a variação da poupança quando ocorre uma variação na renda. Essa variável é muito importante para a política econômica, pois estudos empíricos mostram que os países mais pobres apresentam propensão marginal a poupar menor que os países mais ricos. O que implica dizer que as populações dos países mais pobres tendem a gastar quase a totalidade de sua renda em bens de consumo.

Oferta Agregada

                          Oferta Agregada (OA) - A oferta agregada é o valor da produção de bens e serviços fi nais colocados à disposição da sociedade em um dado período. É o próprio produto real, ou PIB. A oferta agregada varia em função da disponibilidade de fatores de produção (terra, capital e trabalho).

A oferta agregada efetiva refere-se à produção que é de fato colocada no mercado, o que pode ocorrer com desemprego dos fatores de produção. Já a oferta agregada potencial refere-se àquantidade máxima que a economia pode produzir quando todos os fatores de produção estão sendo empregados (ou seja, no pleno emprego).Como a análise da teoria keynesiana é uma análise de curto prazo, ela supõe que a oferta agregada potencial permanece constante no curto prazo. A oferta agregada potencial só se altera se houver uma mudança na quantidade física dos fatores de  produção ou no grau de tecnologia. Demanda Agregada (DA) - A demanda agregada é a soma das demandas dos quatro agentes macroeconômicos: despesas das
famílias com bens de consumo (C), investimentos das empresas (I), gastos do governo (G), exportações (X) e importações (M).

Podemos representar esta relação do seguinte modo:

                                 DA = C + I + G + X - M

Como a oferta agregada potencial não se altera no curto prazo, dados os estoques de fatores de produção, as alterações do nível de renda e do produto nacional devem-se exclusivamente às variações na demanda agregada de bens e serviços. Ou seja: as fl utuações na demanda agregada são as responsáveis pelas
variações do produto e da renda nacional a curto prazo.

domingo, 6 de outubro de 2013

Renda pessoal (RP)

             A Renda pessoal é o agregado macroeconômico destinado aos consumidores residentes no país. Considere, mais uma vez, a intervenção do Estado na economia. Se subtrairmos da renda nacional os lucros retidos pelas empresas, os impostos diretos das empresas (imposto de renda) e as contribuições feitas à previdência social, e se somarmos as transferências do governo (ou seja, as despesas do governo com inativos, pensionistas, salário-família e outros benefícios pagos pela previdência social mais os juros pagos), então teremos a renda pessoal (RP).

   Renda pessoal disponível (RPD)
Se você subtrair da renda pessoal os impostos diretos pagos pelas pessoas, ou seja, imposto de renda, chegará ao conceito de Renda pessoal disponível (RPD), que é a quantia que permanece em poder das pessoas para ser consumida ou poupada. Note que a produção realizada por um sistema econômico é destinada à satisfação das necessidades das pessoas. Esse sistema econômico não permanece estável no decorrer do tempo. Ele se modifi ca, cresce e atravessa crises, tudo isso com conseqüências sobre as pessoas que o integram.
Um dos campos de interesse dos economistas, e também do governo, é o nível de bem-estar dos habitantes de um país. Esse nível de bem-estar, apesar de ser um conceito subjetivo, pode ser aproximado através da quantidade de bens e de serviços disponíveis, por um período de tempo, para as pessoas.
Se a quantidade de bens e serviços disponíveis aumentou de um ano para outro, mais do que o aumento da população, pode-se dizer que aumentou o bem-estar das pessoas desse país. Isso aconteceria, de fato, se o aumento do produto (lembre-se que produto é renda) tivesse sido distribuído igualmente entre as pessoas.

As observações acima nos permitem concluir que há virtudes e limitações nos agregados macroeconômicos. Como virtude, destacamos que: Os agregados servem para o estudo e acompanhamento da evolução do sistema econômico no decorrer do tempo.
Através dos seus vários conceitos, é possível avaliar o papel do governo, do setor externo e das empresas na economia. Você deve notar, contudo, que há uma limitação da contabilidade nacional como instrumento de análise. A contabilidade nacional não nos diz de que forma o produto é distribuído entre os habitantes do país. Assim, uma economia pode apresentar taxas de crescimento elevadas de seu produto, mas isto não quer dizer que o crescimento seja igualmente distribuído entre as pessoas.

PIB parte 2


PIB = C + I + G+ X – M

Consumo das famílias
A variável consumo refere-se aos gastos que as pessoas fazem com bens de consumo, tais como alimentos, roupas, remédios,supérfl uos, etc.
Investimento
A variável investimento refere-se aos investimentos feitos pelas empresas, com o objetivo de aumentar a produção. Por exemplo, quando uma empresa compra uma nova máquina, consideramos que houve um investimento.
Gastos do governo
Os gastos do governo referem-se às diversas despesas deste. Por exemplo, o pagamento de funcionários públicos, a construção de novas escolas e hospitais.
Exportações e importações
Ao nos referirmos às exportações e importações, queremos enfatizar que o comércio exterior também interfere na formação do PIB de um país. Note que a variável importações (M) é a única da equação assinalada com o sinal negativo, significando que quando aumentam, há uma redução no PIB (caso não haja
variação em nenhuma outra variável).

PIB

Produto interno bruto (PIB)


O primeiro agregado macroeconômico é o produto interno bruto(PIB), que corresponde ao conceito de produto da economia, ou seja, à soma dos valores monetários dos bens e dos serviços fi nais,
produzidos a partir dos fatores de produção que estão dentro das fronteiras geográfi cas do país.
Considerando a presença do Estado nas atividades econômicas, há duas maneiras de se medir o produto interno bruto (PIB) de uma economia:

PIB a preços de mercado: é a soma dos valoresmonetários dos bens e serviços produzidos, computandose os impostos indiretos e subtraindo-se os subsídios.
PIB a custo de fatores: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços produzidos, subtraindo-se os impostos indiretos e somando-se os subsídios.
Como você aprendeu, a presença do governo num sistemaeconômico tem a possibilidade de modifi cá-lo através do seu efeito sobre o preço dos bens e dos serviços e sobre a remuneração dos fatores de produção.

Componentes do PIB
Podemos mostrar o PIB através da equação abaixo:
PIB = C + I + G+ X – M
Onde,
C = consumo das famílias
I = investimento
G = Gastos do governo
X = Exportações, e
M = Importações